TUMOR DE COLUNA - MEDULA ESPINHAL

Cérebro e Medula Espinhal são compostas de tecido nervoso que  transmitem e recebem informações para os nervos do corpo. A Medula Espinhal fica localizada dentro de uma coluna óssea - vértebras - e juntos formam o Sistema Nervoso Central.

COLUNA E MEDULA ESPINHAL
COLUNA E MEDULA ESPINHAL


A reprodução e crescimento celular acontecem de forma ordenada. Quando a divisão celular não é ordenada, estas células se agrupam, formando uma massa sólida denominada tumor:

  • benignos: crescimento expansivo com plano de clivagem
  • malignos: caráter infiltrativo com destruição tecidual (câncer)

Tumores da medula espinhal são menos comuns que tumores cerebrais. Somente 10% dos tumores da medula espinhal originam-se de células nervosas situadas no interior desse órgão. Dois terços dos tumores de medula espinhal são:

  • meningiomas (originados das células das meninges – que revestem o cérebro e medula espinhal)
  • schwannomas (originados das células de Schwann - as quais envolvem os nervos).

Tanto os meningiomas quanto os schwannomas são tumores benignos (não cancerosos).

Os tumores malignos (cancerosos) são gliomas que originam-se de outras células da medula espinhal e os sarcomas que originam-se dos tecidos conjuntivos da coluna vertebral.


Localização:

I - INTRAMEDULARES - TUMORES QUE SURGEM NO INTERIOR DA MEDULA ESPINHAL  II - EXTRAMEDULARES INTRADURAIS - TUMORES ENTRE A MEDULA ESPINHAL E A DURA-MÁTER  III - EXTRADURAIS
I - INTRAMEDULARES - TUMORES QUE SURGEM NO INTERIOR DA MEDULA ESPINHAL
II - EXTRAMEDULARES INTRADURAIS - TUMORES ENTRE A MEDULA ESPINHAL E A DURA-MÁTER
III - EXTRADURAIS


Sintomas

A área lesada determinará as funções sensitivas e motoras afetadas. Os principais sintomas são: alterações sensitivas (dor, dormência, formigamento) e motoras (fraqueza de movimentos). Pode haver distúrbio esfincteriano associado (dificuldade de urinar e evacuar).


Diagnóstico

Após confirmação radiológica do tumor deve-se determinar se o tumor é benigno ou maligno através do exame anatomopatológico de uma pequena amostra de tecido (extraído por meio de um procedimento de biópsia ou cirúrgico).

TUMOR MEDULAR NÍVEL DE COLUNA TORÁCICA T1 E T2
TUMOR MEDULAR NÍVEL DE COLUNA TORÁCICA T1 E T2


Cirurgia

Indicações para a cirurgia variam na dependência do tipo de tumor. Tumores medulares primários podem ser removidos através de uma completa ressecção em bloco (passível de cura). Cirurgia para tumores metastáticos (secundários) tem como objetivo restaurar e/ou manter a função neurológica, estabilizar a coluna vertebral e aliviar a dor.

RESSECÇÃO MICROSCÓPICA NEUROCIRÚRGICA - TUMOR MEDULAR
RESSECÇÃO MICROSCÓPICA NEUROCIRÚRGICA - TUMOR MEDULAR 


As modalidades de tratamento não-cirúrgico incluem as opções de observação, quimioterapia e radioterapia.  

MONITORIZAÇÃO INTRA-OPERATÓRIA – POTENCIAL EVOCADO

É fundamental a realização de MONITORIZAÇÃO INTRA-OPERATÓRIA – POTENCIAL EVOCADO que é a realização de testes neurofisiológicos contínuos durante a execução de cirurgias que potencialmente possam levar a alguma lesão neural, seja ela periférica, da coluna ou cerebral.

Os potenciais são realizados logo após a indução anestésica, antes de iniciar-se o procedimento cirúrgico, sendo estes potenciais iniciais tomados como referência para comparação com os potenciais que são realizados durante todo o ato operatório. Se houver alguma deterioração dos sinais esta deterioração é imediatamente informada a equipe cirúrgica para que sejam tomadas as medidas adequadas para reverter esta situação e desta maneira objetivar uma reversão da alteração neurofisiológica antes de que esta se transforme em um déficit clinico no período pós-operatório.

MONITORIZAÇÃO INTRA-OPERATÓRIA – POTENCIAL EVOCADO
MONITORIZAÇÃO INTRA-OPERATÓRIA – POTENCIAL EVOCADO


Pós-operatório e Reabilitação

A permanência hospitalar típica após uma cirurgia para remover um tumor da coluna / medula espinhal é em média de cerca de 5-10 dias (a depender da complexidade da cirurgia e da saúde geral do paciente).

Reabilitação pós-operatória fisiátrica associado a equipe multidisciplinar é crucial. O tempo total de recuperação após a cirurgia pode ser tão curto como três meses ou mais um ano (a depender da complexidade da cirurgia e da saúde geral do paciente).


Resultados

Como já frisado: depende fundamentalmente da idade; saúde geral do paciente e se o tumor é benigno ou maligno / primário ou metastático.

COM OTIMISMO E NA MELHOR DAS HIPÓTESES O TRATAMENTO PODE PROPORCIONAR AO PACIENTE UMA MELHORA DA QUALIDADE E EXPECTATIVA DE VIDA.

PARA SABER MAIS SOBRE O ASSUNTO OU ESCLARECER SUAS DÚVIDAS, MANDE UM E-MAIL: neurocranioecoluna@yahoo.com.br